top of page

El Niño: Soluções Terrena para maior eficiência e segurança produtiva

Circular Técnica - Terrena (4/2026)


Introdução

A confirmação do fenômeno El Niño reforça a necessidade de um manejo ainda mais estratégico das lavouras na próxima safra. Em cenários de maior irregularidade climática, caracterizados por períodos de déficit hídrico e temperaturas elevadas, a eficiência dos processos fisiológicos torna-se determinante para a manutenção do potencial produtivo das plantas. O déficit hídrico rapidamente se manifesta na parte aérea das plantas e os sinais são visíveis no campo. A redução da disponibilidade de água no solo diminui a absorção pelas raízes e compromete a manutenção do turgor celular, levando ao murchamento das folhas, um dos primeiros sinais visíveis do estresse hídrico (CHAVES et al., 2003). Com a persistência dessas condições, ocorre a redução da expansão foliar, o fechamento estomático e a queda da atividade fotossintética, o que limita o crescimento e o acúmulo de biomassa.

Os impactos, no entanto, vão além do que se consegue enxergar. Mesmo antes do aparecimento de danos severos, alterações importantes já estão acontecendo no metabolismo da planta. O fechamento dos estômatos reduz as trocas gasosas e limita a assimilação de carbono, enquanto o aumento da temperatura e a desidratação dos tecidos favorecem o desequilíbrio metabólico e o acúmulo de espécies reativas de oxigênio (FAROOQ et al., 2009). Quando a capacidade antioxidante da planta não é suficiente para neutralizá-las, podem ocorrer danos às membranas e aos tecidos foliares, levando à escaldadura, o que compromete ainda mais a atividade fotossintética e a recuperação da cultura após o estresse (Figura 1).



Figura 1: Plantas de soja apresentando danos no tecido foliar causados por temperatura elevada e murchamento em condição de déficit hídrico.

Na cultura do café esse sintoma é conhecido como escaldadura. Com o excesso de calor e radiação solar intensa, a planta de café absorve mais energia do que a capacidade que ela tem de dissipá-la, o que leva ao estresse oxidativo (Figura 2). Esse distúrbio fisiológico diminui a área da folha fotossinteticamente ativa, gerando menor produção de fotoassimilados e, como consequência, menor enchimento dos frutos.


Figura 2: Plantas de café apresentando murchamento em condição de déficit hídrico e danos por escaldadura.

Mais do que responder aos estresses, quando eles já estão instalados, é fundamental preparar o sistema produtivo para enfrentá-los. Nesse contexto, a adoção de tecnologias que favoreçam o desenvolvimento radicular, aumentem a eficiência do metabolismo do nitrogênio, preservem o metabolismo das plantas sob condições adversas e promovam maior eficiência no uso da água representa uma importante estratégia para reduzir riscos e aumentar a resiliência das lavouras.


Tecnologias Terrena


Tabela 1: Tecnologias Terrena e seus benefícios para enfrentar o El Niño.

TECNOLOGIAS

BENEFÍCIOS PARA O EL NIÑO

Robustto

O ganho técnico da tecnologia promove rendimento operacional do plantio, o que favorece o melhor aproveitamento da janela. Além disso, os compostos presentes no fertilizante potencializam o crescimento radicular e a exploração do perfil do solo.

Amplus Physis e Allgran Physis

Estimula a microbiota do solo e potencializa o desenvolvimento radicular. Plantas com maior capacidade de enraizamento conseguem explorar melhor o perfil do solo em busca de água e nutrientes.  

Mutto

Mantém nódulos ativos por mais tempo, aumenta a estabilidade da fixação biológica de nitrogênio (FBN), melhora a eficiência do uso do nitrogênio e impulsiona a atividade metabólica das plantas sob estresse.

Mageos, Softfos e Heavy



Mageos: melhora a adaptação ao estresse abiótico ao reduzir os danos causados pelas espécies reativas de oxigênio (EROs).

Softfos: intensifica o metabolismo fotossintético das plantas e impulsiona o armazenamento e a transferência de energia.

Heavy: possibilita que a planta responda ao máximo à fotossíntese líquida, pois fornece energia, estimula o metabolismo e potencializa a distribuição de fotoassimilados.

Auras

O Auras é um inoculante à base de Bacillus aryabhattai (cepa CMAA 1363) que estimula, protege e hidrata o sistema radicular. Ele favorece maior eficiência no uso da água, maior resiliência da rizosfera e maior proteção do potencial produtivo da lavoura.

Extra: Reinoculação (específico para soja)

Brafix

Além do manejo antiestresse, em condições em que a inoculação não é suficiente e a nodulação da soja é afetada pelas altas temperaturas e pelo déficit hídrico, a reinoculação com Bradyrhizobium é importante. No entanto, é necessário aguardar até que as chuvas retornem para evitar a morte das bactérias fixadoras de nitrogênio.


Resultado de pesquisa


A nutrição foliar é utilizada como uma ferramenta de complemento da adubação via solo. O seu posicionamento deve ser feito visando correções de limitações nutricionais pontuais, estímulos fisiológicos e manutenção da atividade metabólica da planta durante a fase de alta demanda. Com base nisso, a fim de avaliar a eficiência das tecnologias Terrena na redução de estresse abiótico e no incremento de produtividade, foi realizado pela empresa de Fronterra - Pesquisa e Desenvolvimento um protocolo de pesquisa com os seguintes tratamentos:


Tabela 2: Tratamentos testados no protocolo realizado pela Fronterra - Pesquisa e Desenvolvimento.



TRATAMENTOS



INSUMOS

ÉPOCA DE APLICAÇÃO

OUT

DEZ

FEV

L/ha

1

Controle

-

-

-

2

Protetor solar


7,5




3

Mageos

2



Mutto

0,5



Heavy


10

10



4

Mageos

2



Mutto

0,5



Heavy

5

7,5

7,5



5

Mageos

2

2

2

Mutto

0,5



Heavy


7,5

7,5



6

Mageos

2

2

2

Mutto

0,5



Heavy


5

5


Na tabela 3 são apresentados os resultados de rendimento e produtividade. A aplicação do tratamento 3 - Mageos (2 L/ha em outubro), Mutto (0,5 L/ha em outubro) e Heavy (10 L/ha em dezembro e 10 L/ha em fevereiro) - e do tratamento 6 - Mageos (2 L/ha em outubro, 2 L/ha em dezembro e 2 L/ha em fevereiro), Mutto (0,5 L/ha em outubro) e Heavy (5 L/ha em dezembro e 5 L/ha em fevereiro) - proporcionou maiores produtividades, ressaltando a eficiência das tecnologias foliares associadas ao posicionamento.


Tabela 3: Resultados de rendimento e produtividade de café em função da aplicação de tecnologias foliares.

TRATAMENTO

RENDIMENTO (L/sc)

PRODUTIVIDADE (sc/ha)

1

565,47

59,86

2

624,54

62,91

3

587,86

64,91

4

590,06

62,73

5

591,87

62,89

6

562,89

65,90


Diante das projeções climáticas para a próxima safra, torna-se evidente que a construção de sistemas produtivos mais resilientes passa pela combinação de conhecimento técnico, planejamento e uso de tecnologias de alta eficiência agronômica. Mais do que responder aos efeitos do estresse, antecipar-se a eles é a estratégia mais eficaz para preservar o potencial produtivo das lavouras. Nesse contexto, a Terrena Agronegócios reafirma seu compromisso em desenvolver soluções baseadas em ciência e inovação, oferecendo tecnologias que auxiliam o produtor a produzir com maior eficiência, sustentabilidade e segurança, mesmo diante de condições climáticas adversas.

Referências

Chaves, M. M.; Maroco, J. P.; Pereira, J. S. Understanding plant responses to drought—from genes to the whole plant. Functional Plant Biology, v. 30, n. 3, p. 239–264, 2003.

Farooq, M.; Wahid, A.; Kobayashi, N.; Fujita, D.; Basra, S. M. A. Plant drought stress: effects, mechanisms and management. Agronomy for Sustainable Development, v. 29, p. 185–212, 2009.
  
Colaboração

Pedro Henrique Sakai Sá Antunes (Coordenador DM Cereais)
Gilson José Pereira (Coordenador DM Café)

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page