El Niño: Soluções Terrena para maior eficiência e segurança produtiva
- Maila Adriely Silva

- 10 de ago.
- 5 min de leitura
Circular Técnica - Terrena (4/2026)

Introdução
A confirmação do fenômeno El Niño reforça a necessidade de um manejo ainda mais estratégico das lavouras na próxima safra. Em cenários de maior irregularidade climática, caracterizados por períodos de déficit hídrico e temperaturas elevadas, a eficiência dos processos fisiológicos torna-se determinante para a manutenção do potencial produtivo das plantas. O déficit hídrico rapidamente se manifesta na parte aérea das plantas e os sinais são visíveis no campo. A redução da disponibilidade de água no solo diminui a absorção pelas raízes e compromete a manutenção do turgor celular, levando ao murchamento das folhas, um dos primeiros sinais visíveis do estresse hídrico (CHAVES et al., 2003). Com a persistência dessas condições, ocorre a redução da expansão foliar, o fechamento estomático e a queda da atividade fotossintética, o que limita o crescimento e o acúmulo de biomassa.
Os impactos, no entanto, vão além do que se consegue enxergar. Mesmo antes do aparecimento de danos severos, alterações importantes já estão acontecendo no metabolismo da planta. O fechamento dos estômatos reduz as trocas gasosas e limita a assimilação de carbono, enquanto o aumento da temperatura e a desidratação dos tecidos favorecem o desequilíbrio metabólico e o acúmulo de espécies reativas de oxigênio (FAROOQ et al., 2009). Quando a capacidade antioxidante da planta não é suficiente para neutralizá-las, podem ocorrer danos às membranas e aos tecidos foliares, levando à escaldadura, o que compromete ainda mais a atividade fotossintética e a recuperação da cultura após o estresse (Figura 1).
Figura 1: Plantas de soja apresentando danos no tecido foliar causados por temperatura elevada e murchamento em condição de déficit hídrico.
Na cultura do café esse sintoma é conhecido como escaldadura. Com o excesso de calor e radiação solar intensa, a planta de café absorve mais energia do que a capacidade que ela tem de dissipá-la, o que leva ao estresse oxidativo (Figura 2). Esse distúrbio fisiológico diminui a área da folha fotossinteticamente ativa, gerando menor produção de fotoassimilados e, como consequência, menor enchimento dos frutos.
Figura 2: Plantas de café apresentando murchamento em condição de déficit hídrico e danos por escaldadura.
Mais do que responder aos estresses, quando eles já estão instalados, é fundamental preparar o sistema produtivo para enfrentá-los. Nesse contexto, a adoção de tecnologias que favoreçam o desenvolvimento radicular, aumentem a eficiência do metabolismo do nitrogênio, preservem o metabolismo das plantas sob condições adversas e promovam maior eficiência no uso da água representa uma importante estratégia para reduzir riscos e aumentar a resiliência das lavouras.
Tecnologias Terrena
Tabela 1: Tecnologias Terrena e seus benefícios para enfrentar o El Niño.
TECNOLOGIAS | BENEFÍCIOS PARA O EL NIÑO |
Robustto ![]() | O ganho técnico da tecnologia promove rendimento operacional do plantio, o que favorece o melhor aproveitamento da janela. Além disso, os compostos presentes no fertilizante potencializam o crescimento radicular e a exploração do perfil do solo. |
Amplus Physis e Allgran Physis ![]() | Estimula a microbiota do solo e potencializa o desenvolvimento radicular. Plantas com maior capacidade de enraizamento conseguem explorar melhor o perfil do solo em busca de água e nutrientes. |
Mutto ![]() | Mantém nódulos ativos por mais tempo, aumenta a estabilidade da fixação biológica de nitrogênio (FBN), melhora a eficiência do uso do nitrogênio e impulsiona a atividade metabólica das plantas sob estresse. |
Mageos, Softfos e Heavy ![]() | Mageos: melhora a adaptação ao estresse abiótico ao reduzir os danos causados pelas espécies reativas de oxigênio (EROs). Softfos: intensifica o metabolismo fotossintético das plantas e impulsiona o armazenamento e a transferência de energia. Heavy: possibilita que a planta responda ao máximo à fotossíntese líquida, pois fornece energia, estimula o metabolismo e potencializa a distribuição de fotoassimilados. |
Auras ![]() | O Auras é um inoculante à base de Bacillus aryabhattai (cepa CMAA 1363) que estimula, protege e hidrata o sistema radicular. Ele favorece maior eficiência no uso da água, maior resiliência da rizosfera e maior proteção do potencial produtivo da lavoura. |
Extra: Reinoculação (específico para soja)
Brafix ![]() | Além do manejo antiestresse, em condições em que a inoculação não é suficiente e a nodulação da soja é afetada pelas altas temperaturas e pelo déficit hídrico, a reinoculação com Bradyrhizobium é importante. No entanto, é necessário aguardar até que as chuvas retornem para evitar a morte das bactérias fixadoras de nitrogênio. |
Resultado de pesquisa
A nutrição foliar é utilizada como uma ferramenta de complemento da adubação via solo. O seu posicionamento deve ser feito visando correções de limitações nutricionais pontuais, estímulos fisiológicos e manutenção da atividade metabólica da planta durante a fase de alta demanda. Com base nisso, a fim de avaliar a eficiência das tecnologias Terrena na redução de estresse abiótico e no incremento de produtividade, foi realizado pela empresa de Fronterra - Pesquisa e Desenvolvimento um protocolo de pesquisa com os seguintes tratamentos:
Tabela 2: Tratamentos testados no protocolo realizado pela Fronterra - Pesquisa e Desenvolvimento.
TRATAMENTOS | INSUMOS | ÉPOCA DE APLICAÇÃO | ||
OUT | DEZ | FEV | ||
L/ha | ||||
1 | Controle | - | - | - |
2 | Protetor solar | 7,5 | ||
3 | Mageos | 2 | ||
Mutto | 0,5 | |||
Heavy | 10 | 10 | ||
4 | Mageos | 2 | ||
Mutto | 0,5 | |||
Heavy | 5 | 7,5 | 7,5 | |
5 | Mageos | 2 | 2 | 2 |
Mutto | 0,5 | |||
Heavy | 7,5 | 7,5 | ||
6 | Mageos | 2 | 2 | 2 |
Mutto | 0,5 | |||
Heavy | 5 | 5 | ||
Na tabela 3 são apresentados os resultados de rendimento e produtividade. A aplicação do tratamento 3 - Mageos (2 L/ha em outubro), Mutto (0,5 L/ha em outubro) e Heavy (10 L/ha em dezembro e 10 L/ha em fevereiro) - e do tratamento 6 - Mageos (2 L/ha em outubro, 2 L/ha em dezembro e 2 L/ha em fevereiro), Mutto (0,5 L/ha em outubro) e Heavy (5 L/ha em dezembro e 5 L/ha em fevereiro) - proporcionou maiores produtividades, ressaltando a eficiência das tecnologias foliares associadas ao posicionamento.
Tabela 3: Resultados de rendimento e produtividade de café em função da aplicação de tecnologias foliares.
TRATAMENTO | RENDIMENTO (L/sc) | PRODUTIVIDADE (sc/ha) |
1 | 565,47 | 59,86 |
2 | 624,54 | 62,91 |
3 | 587,86 | 64,91 |
4 | 590,06 | 62,73 |
5 | 591,87 | 62,89 |
6 | 562,89 | 65,90 |
Diante das projeções climáticas para a próxima safra, torna-se evidente que a construção de sistemas produtivos mais resilientes passa pela combinação de conhecimento técnico, planejamento e uso de tecnologias de alta eficiência agronômica. Mais do que responder aos efeitos do estresse, antecipar-se a eles é a estratégia mais eficaz para preservar o potencial produtivo das lavouras. Nesse contexto, a Terrena Agronegócios reafirma seu compromisso em desenvolver soluções baseadas em ciência e inovação, oferecendo tecnologias que auxiliam o produtor a produzir com maior eficiência, sustentabilidade e segurança, mesmo diante de condições climáticas adversas.









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