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Amonius: mais eficiência no nitrogênio, maior o resultado no campo

Circular Técnica - Terrena (2/2026)


Introdução

O nitrogênio é o nutriente requerido em maior quantidade pelas culturas agrícolas e exerce papel fundamental em processos fisiológicos das plantas, como a síntese de aminoácidos, proteínas e enzimas (MIFLIN; LEA, 1976; HARPER, 1994). Ao mesmo tempo, trata-se de um nutriente altamente dinâmico no sistema solo-planta, sujeito a diferentes processos de perda, como volatilização, lixiviação e desnitrificação (ANGHINONI, 1986). Essas perdas são influenciadas por fatores como umidade, temperatura, atividade microbiana e características físico-químicas do solo (CANTARELLA, 2007) (Figura 1).


Figura 1: Esquema de perdas de nitrogênio no solo.

O metabolismo do nitrogênio nas plantas envolve etapas como absorção, redução e incorporação em compostos orgânicos, processos que apresentam diferentes custos energéticos dependendo da forma química do nutriente absorvida. Quando o nitrogênio é disponibilizado no sistema em formas adequadas e em equilíbrio, a assimilação ocorre de maneira mais eficiente do ponto de vista metabólico, reduzindo a demanda energética necessária para sua conversão em compostos orgânicos, como aminoácidos e proteínas (CRAWFORD, 1995). Com isso, a planta pode direcionar uma maior parcela de energia e carbono assimilado para processos relacionados ao crescimento, desenvolvimento e formação de estruturas produtivas.

Nesse contexto, tecnologias que aumentem a eficiência de uso do nitrogênio tornam-se fundamentais para maximizar o retorno agronômico da adubação e melhorar a sustentabilidade dos sistemas produtivos. O Amonius foi desenvolvido com esse propósito: otimizar o fornecimento de nitrogênio às culturas, aumentar a eficiência nutricional e favorecer o aproveitamento metabólico do nutriente pelas plantas.


Mas afinal, o que torna o Amonius uma solução mais rentável?

A resposta está em sua formulação, que busca fornecer o nutriente em formas mais eficientes para absorção e assimilação pelas plantas, reduzindo perdas no sistema e favorecendo o melhor aproveitamento do N aplicado (Figura 1). Outro ponto é sua vantagem operacional. Por se tratar de um fertilizante líquido, o Amonius oferece maior praticidade no manejo, facilitando o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, permitem maior uniformidade de distribuição e melhor controle das doses aplicadas, contribuindo para um manejo nutricional mais preciso. Essa característica também amplia a flexibilidade operacional do produtor, possibilitando aplicações programadas e integradas ao manejo da cultura, otimizando as operações agrícolas e aumentando a eficiência do uso do nitrogênio no sistema produtivo (Figura 2).

Figura 2: Comparativo entre o Amonius e a operação de adubação sólida convencional, feita com ureia.

Resultados de campo

Ao integrar eficiência fisiológica na assimilação do nutriente com maior praticidade operacional no campo, o Amonius contribui para um manejo mais racional do nitrogênio, favorecendo melhor aproveitamento do nutriente aplicado, maior eficiência produtiva e maior sustentabilidade dos sistemas agrícolas. O resultado da junção desses benefícios é visualmente percebida no campo. Devido a disponibilildade prolongada de nitrogênio no solo, observa-se menor aparecimento de requeima nas folhas mais velhas, sintoma típico da deficiência desse nutriente e como efeito, maior produtividade (Figura 3).


Milho Silagem

Ureia - 400 kg/ha
Ureia - 400 kg/ha
Amonius - 400 kg/ha
Amonius - 400 kg/ha

Amonius x Ureia

Diferença visual na faixa com aplicação de Amonius em comparação com a Ureia.



Milho Semente

Ureia - 300 kg/ha
Ureia - 300 kg/ha
Amonius - 400 kg/ha
Amonius - 400 kg/ha
Figura 3: Resultados de aplicação de Amonius, comparados com a aplicação de ureia no milho silagem e milho semente. Localização das áreas: São Gotardo (A e B), Lagoa Formosa (C) e Morada Nova de Minas (D e E).

Dica técnica

Por que o equilíbrio entre as formas de nitrogênio é importante?

As plantas podem absorver nitrogênio principalmente nas formas nítrica (NO₃⁻) e amoniacal (NH₄⁺), enquanto a forma amídica (NH₂), presente em alguns fertilizantes, passa inicialmente por transformações no solo antes de se tornar prontamente absorvível.


Cada uma dessas formas apresenta características agronômicas distintas:

  • Nitrogênio nítrico (NO₃⁻): Alta mobilidade no solo e absorção imediata pelas raízes. Apresenta menor custo energético de assimilação, favorecendo rápido crescimento vegetativo. Por outro lado, é mais suscetível à lixiviação, principalmente em solos arenosos ou sob alta pluviosidade.

  • Nitrogênio amoniacal (NH₄⁺): Forma menos móvel no solo. Sua assimilação ocorre preferencialmente nas raízes, porém exige maior gasto energético. Em excesso, pode causar efeitos tóxicos e acidificação da rizosfera.

  • Nitrogênio amídico (NH₂): Sofre transformação no solo por meio da atividade microbiana, contribuindo para o fornecimento gradual de nitrogênio ao sistema. Necessita de transformação para as formas nítrica e amoniacal para ser absorvido pela planta.


Nesse contexto, o equilíbrio entre essas diferentes formas de nitrogênio pode favorecer tanto a disponibilidade do nutriente no solo quanto a eficiência de sua assimilação pelas plantas, contribuindo para melhorar o aproveitamento do nitrogênio aplicado ao longo do ciclo das culturas.

Referencial bibliográfico:

ANGHINONI, I. Adubação nitrogenada nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. In: SANTANA, M.B.M. Adubação nitrogenada no Brasil Ilhéus : CEPLAC/SBCS, 1986. Cap.I. p.1-18.

CANTARELLA, H. Nitrogênio. In: NOVAIS, R. F.; ALVAREZ V., V. H.; BARROS, N. F. de; FONTES, R. L. F.; CANTARUTTI, R. B.; NEVES, J. C. L. (Ed.). Fertilidade do solo. Viçosa, MG: Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, 2007. p. 375-470.
 
CRAWFORD, N. M. Nitrate: nutrient and signal for plant growth. The Plant Cell, Rockville, v. 7, n. 7, p. 859-868, 1995.
 
HARPER, J.E. Nitrogen metabolism. In: BOOTE, K.J., BENNETT. J.M., SINCLAIR, T.R., et al Physiology and determination of crop yield. Madison: ASA/CSSA/SSSA, 1994. Chapt.11A. p.285-302.
 
MIFLIN, B.J., LEA, P.J. The pathway of nitrogen assimilation in plants. Phytochemistry, New York, v.15, p.873-885, 1976.
 
Revisão:
Pedro Henrique Sakai Sá Antunes (Coordenador DM Cereais)

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